"Todos dizem ser forte o rio que tudo arrasta. Ninguém diz serem fortes, as margens que o comprimem"
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terça-feira, 12 de maio de 2009

Entrevista a TVmais


Diogo em entrevista ao Sapo Fama


Diogo Morgado na pele de Salazar


As paixões secretas de Oliveira Salazar são o tema de uma mini-série que a SIC vai exibir nos próximos dias 8 e 9 de Fevereiro. O actor Diogo Morgado veste a pele do homem que durante décadas governou Portugal e contracena com Soraia Chaves, Ana Padrão e Catarina Wallenstein.

O projecto resulta de uma parceria entre a SIC e a Valentim de Carvalho Filmes (V.C. Filmes), de Manuel da Fonseca. Uma aposta clara da estação de Carnaxide na ficção, que contou com um orçamento ambicioso: "É a confirmação de que queremos produzir ficção de diversos géneros e criar eventos televisivos", explicou ontem à Imprensa o director de Programação da SIC, Nuno Santos, no visionamento de apresentação da mini-série.

A ideia de explorar a vida privada de Salazar partiu de Manuel da Fonseca: "Do ponto de vista pessoal, vivi muitos anos no regime de Salazar. A figura dele tutelou as nossas vidas e comportamentos durante muitos anos. É fascinante, quer se goste ou não".

Coube a Diogo Morgado o papel de Salazar, que o actor já considera o maior desafio da sua carreira. No elenco constam ainda os nomes de Maria João Pinho, Ana Padrão, Catarina Wallenstein, Soraia Chaves, Filipe Vargas, Cláudia Vieira, entre outros.

As paixões do estadista natural de Santa Comba serão ainda tema de uma longa-metragem, que deverá chega às salas em Abril, numa versão diferente daquela que vai ser exibida em televisão.

Diogo entrevista a vip


Actor vê filho da novela "Podia Acabar o Mundo" ser ameaçado com uma arma DIOGO MORGADO garante: ”Daria a vida pela minha família mais próxima”

É só na ficção, mas nem isso impede que Diogo Morgado se sinta incomodado por ver uma criança com uma arma apontada à cabeça, principalmente quando a criança em causa é João, o seu filho na novela “Podia acabar o mundo”, da SIC.

Vai ver esta cena no último episódio, onde Diogo tentar impedi que Eduardo (Virgílio Castelo) cometa uma tragédia. Para tal oferece-se para que o matem em vez do filho.

“Na realidade acho que é uma situação que poderia perfeitamente acontecer. Acredito piamente que sim. Daria a vida pela minha família mais próxima sem pensar um segundo. E ainda por cima um filho, o que faz mais sentido. Para mim era uma situação perfeitamente verosímil”, diz Diogo, que reconhece um certo sentimento de impotência perante uma situação destas.

“Há alturas em que não podemos fazer absolutamente nada. É uma sensação de impotência gigantesca e é isso que causa ainda mais aflição”, explica o actor.

diogo em entrevista ao correio da manha


Diogo Morgado, de 27 anos, é um dos actores mais requisitados na televisão. O Santiago de Vingança encontra-se actualmente a gravar um filme no Porto. Começou a carreira na moda e já fez teatro, TV e cinema.

O que representou Vingança na sua carreira?

Diogo Morgado Levou-me a acreditar que se pode fazer ficção alternativa, que não existe um padrão de novela. O sucesso da novela deve-se a uma vontade de fazer diferente, independentemente de ser melhor ou não.

Foi o seu maior desafio?

Se dissesse que sim estaria a mentir. Acho que agora tenho mais defesas e preparação para enfrentar desafios deste género. Há uns anos, independentemente da importância do projecto, representava um desafio muito maior por, naturalmente, ser a primeira vez.

O seu trabalho é hoje reconhecido por todos. A fasquia está alta?

O nosso trabalho sofre uma evolução natural com os anos. Sempre procurei projectos diversificados, uns correm bem, outros não. É graças a isto que vou aprendendo e evoluindo. Não tenho medo de que o próximo trabalho corra menos bem, mas se isso acontecer é a ordem natural das coisas.

Pelo público feminino, é visto como um sex symbol. É um estatuto que lhe assenta bem?

Julgo que não. Tem muito a ver com o trabalho do momento. Quando estava nos Malucos do Riso ninguém me achava sexy. Respeito, acho piada e prossigo.

Agora está a fazer um filme. Recusou a novela da SIC?

A relação que tenho com a SIC é de amizade e respeito, por isso não recusei nada. Conversei com o Francisco Penim e com a Teresa Guilherme e concordámos que fazer este filme, de distribuição internacional, não só era bom para mim como também podia ser para a estação a longo prazo.

Assinou um contrato de exclusividade de dois anos com a SIC. Sente-se bem nesta casa?

Lindamente. Além de ser uma estação dinâmica e inovadora, tem um cariz social importante. É uma televisão feita de pessoas para pessoas, sempre fui acarinhado e alvo de confiança. Orgulho-me de pertencer à SIC.

A projecção mediática assusta-o?

Não, mas é algo com que tenho alguma dificuldade em lidar. Sinto que vivemos num país que por vezes não actua de acordo com a sua escala, nem por parte da classe artística, nem por parte dos media.

Diz que só se considera actor há pouco tempo. Porquê?

O processo de maturação de um actor é demorado e complexo, feito de buscas e receios. Sinto que só há pouco tempo ficou claro na minha cabeça e espírito que é a arte que me define enquanto pessoa.

As suas qualidades e defeitos?

Algumas qualidades confundem-se com defeitos. Assim, julgo que o que me define é a perseverança, teimosia, obstinação e espírito de sacrifício.

O que é que o realizaria como profissional?

Daqui a alguns anos gostaria de realizar um filme, julgo que isso me realizaria como profissional. É um projecto a longo prazo, o culminar de várias experiências. Consegue-se pôr em prática tudo o que se aprendeu.

Diz que a carreira de actor não é boa para quem quer constituir uma família...

A estabilidade necessária para constituir família pode sair prejudicada para quem decide ser actor em Portugal.

Agora tem uma nova namorada. O casamento está no horizonte?

O que quero é ser feliz, e isso pode contemplar o casamento ou não.

Quem é ela e há quanto tempo namoram?

Não interessa quem é, mas o relacionamento dura há cerca de ano e meio.

Nunca escondeu as suas namoradas. Por que motivo resguarda esta relação?

Para protegê-la. Na minha relação anterior as coisas não correram bem, pois deve haver um limite quando se fala da vida pessoal de alguém.

Como reage ao facto de a sua boa relação profissional com a Lúcia Moniz ter levado a boatos de uma relação amorosa?

É fruto da história de amor das personagens. As pessoas pensam que por parecer real poderá ser real.

Mudaram a vossa postura?

Claro que não. Continuamos a ter exactamente o mesmo tipo de relação que sempre tivemos.

Contracenar com o Afonso Maló na novela despertou-lhe a vontade de ser pai?

Não despertou, apenas alimentou uma vontade que já tenho há muito.

Gosta de se ver na TV?

Por norma não me vejo a mim mas ao trabalho que faço.

Tem algum tique em televisão?

Quando estou tenso abro as narinas. Só dei conta disto em Vingança.

O que mudaria?

Nada. Os nossos defeitos são as nossas características.

Melhor momento da sua carreira?

O filme Amo-te Teresa. Foi uma surpresa, pela importância e impacto que teve nas pessoas.

E o instante mais embaraçoso?

Entrei em cena, escorreguei num tapete e desapareci atrás de um sofá...

Gosta de ser reconhecido na rua?

Não me sinto confortável, mas gosto de me sentir acarinhado.

Pessoa de referência na televisão?

O Júlio Isidro. Adorava ver os programas que apresentava. Tem algo que não consigo explicar.

O que gosta de ver?

Acima de tudo, séries americanas, como Heroes, Dr. House e Paranormal.

Perfil

Diogo Morgado nasceu a 17 de Janeiro de 1980 (27 anos), no Campo Grande, Lisboa. Bem cedo começou a sua carreira. Com apenas 14 anos ganhou um concurso de modelos, começando a dar os primeiros passos no mundo da moda.
Dois anos depois aventurou-se no pequeno ecrã, na telenovela Terra Mãe, da RTP. Mas acabou por ser num telefilme da SIC, Amo-te Teresa, que conseguiu maior notoriedade. Teve ainda participações na série Médico de Família e na novela Lenda da Garça.
Como apresentador, esteve à frente do programa Dá-lhe Gás. No cinema, já contracenou ao lado da actriz brasileira Maitê Proença, no filme A Selva.

Diogo Morgado é ainda um verdadeiro apaixonado pelo mar, tendo na vela, canoagem e natação alguns dos seus desportos favoritos.

Autor: Correio da Manhã

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Diogo Morgado responde

Diogo Morgado respondeu a perguntas feitas por leitores de uma revista...



Vamos ver o que ele respondeu...







Como se tornou actor? (Álvaro Gonçalvez)

A minha oportunidade foi como um acidente feliz. Tenha 14 ou 15 anos, estava a começar a trabalhar como modelo e fui a um casting. Acabei por ser escolhido e fiz, assim a minha primeira novela, em 1997 chamada Terra Mãe. O meu segundo trabalho foi no teatro mas, durante muitos anos, andei perdido se seria realmente esta a minha vocação.



É tão decidido a resolver as situações como o Santiago ou é mais calmo?(Cristina Lourenço)

Sou supercalmo e ponderado, aliás, a impulsividade do Santiago até me irrita. O Diogo é muito racional e metódico.



Quando não está a gravar, sente falta da força do Santiago?

Não escondo que a coragem do santiago me influencia. Quando tenho três dias sem gravar e depois vou trabalhar, sinto que tinha saudades daquela coragem.



Gostou de contracenar com a actriz brasileira Maitê Proença no film A Selva? (Fabiana Pêrez)

Gostei imenso, além de muito bonita, é bastante profissional. Mas não entendo o fascínio que as pessoas têm por ela, pois, nesse filme, trabalhei com outros actores brasileiros igualmente talentosos.



Suponhamos que uma fã lhe pede um autógrafo num sítio impensável e, caso o Diogo recuse, ela ameaça-o de fazer um escândalo... Que faria? (Mácias Lucas)

Provavelmente negaria o autógrafo, porque acho estúpido quando pedem autógrafos no corpo. Mesmo que ameaçasse fazer um escândalo, seguiria o meu caminho.



Sendo dono de um dos rostos mais cobiçados e de um dos corpos mais desejados pelo público feminino, alguma vez aceitaria posar nú?

Primeiro, acho a pergunta de um exagero desmesurado... mas ainda limpado a baba depois do elogio, respondo que não.



Estando o desaparecimento de crianças na ordem do dia, o que acha que deve ser feito para o combater? (Maria)

O problema é muito complexo a nível social e, à medida que caminhamos para uma sociedade capitalista, em que o lado comercial comanda as massas, todo o tipo de atrocidades e caprichos fica ao alcance de um valor. Por isso, não consigo apontar uma medida exacta a ser tomada; seria preciso uma mudança de mentalidade à escala mundial.



O que pensa sobre as manifestações de elementos neonazis?

Acho que os media têm uma boa dose de responsabilidade pelo aumento dessas manifestações; porém, acredito que avançamos para um quotidiano extremista en todos os campos, o rico mais rico e o pobre mais pobre.



Costuma responder às cartas dos fãs? (Ana Luísa)

Já há muito tempo que penso em arranjar alguém que me assista nesse campo, o que vai acontecer. Por agora, falo uma selecção de uma ou outra carta que me toca de alguma forma especial e respondo, ou por telefone ou por e-mail.



Além de ser pai, tem outro sonho por realizar?

Tenho vários, como escrever um livro, aprender a tocar um instrumento, realizar um filme...



Com o passar dos anos está mais charmoso e fica muito mais sexy com a barba. Se eu ganhasse o euromilhões e lhe desse todo esse dinheiro em troca de umas férias consigo, aceitava? (Felícia)

Acho que não têm noção de que o prémio do euromilhões é muito grande... bastava metade e já garantia a minha companhia numas férias!



Gostava de fazer algum tipo de serviço ou ajuda comunitária?

Já participei em algumas acções com fins beneficiários, agora, serviço propriamente nunca fiz. No entanto, tenho muita vontade de fazer voluntariado em alguns departamentos de oncologia e ajudar crianças.

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